sábado, 11 de março de 2017

Wrap Integral de Frango e Hortaliças

E hoje tem receitinha especial...
São receitas especiais com foco em auxiliar pessoas em processos de quimioterapia, radioterapia ou radioiodoterapia, mas que não impede ninguém de consumir também no dia a dia, pois são bastante equilibradas do ponto de vista nutricional, ricas em fibras e, provavelmente, deliciosas!

Wrap Integral de Frango e Hortaliças

Ingredientes

  • 2 fatias de pão de forma integral
  • 1 colher (sopa) rasa de requeijão light
  • 4 folhas de alface - pequenas
  • 1/2 xícara (chá) de cenoura crua ralada
  • 2 fatias de queijo muçarela
  • 1/2 xícara (chá) de peito de frango cozido, desfiado e temperado
Modo de Preparo
  1. Retire a casca do pão de forma. Amasse bem as fatias com um rolo de abrir massas. 
  2. Em cada fatia espalhe o requeijão, coloque duas folhas de alface, metade da cenoura, 1 fatia de muçarela e metade do frango desfiado. 
  3. Enrole com cuidado para não quebrar, corte ao meio e prenda, se necessário, com a ajuda de um palito (de dentes).
  4. Faça o mesmo processo com a outra fatia de pão de forma.
  5. Sirva a seguir.
A receita rende 2 porções de, aproximadamente 130g cada. Cada uma delas tem por volta de 291 kcal. 

Foi desenvolvida com a intenção de auxiliar no controle de náuseas, vômitos e quem tem/está com o intestino preso.

Bom apetite! :)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Receitas doces sem açúcar

Quando nosso paladar prefere um alimento mais doce e temos a necessidade de controlar o consumo por conta do Diabetes mellitus, parece que a necessidade do doce se amplia,  não é mesmo?

Sabe-se que é possível ao diabético consumir de tudo, desde que em pequenas quantidades e com horários regulares, mas devemos ter atenção ao consumo de carboidratos refinados, muito presentes no nosso dia nos pães brancos, massas, gomas (comuns no preparo de tapiocas e biscoitos de polvilho) e doces simples.

Ultimamente, até as frutas têm sido demonizadas em virtude da frutose, entretanto, a frutose, se consumida na fruta, está associada à fibras alimentares, que tornam o processo de digestão e absorção mais lentificado e, portanto, de melhor aproveitamento. Uma fruta não é um VENENO, como alguns blogs e sites de "dicas" estão tentando te convencer.

E se você é diabético, frutas podem ser consumidas de maneira e quantidades controladas. Muito mais saudável uma fruta do que uma barrinha de cereal ou granola, porque nesses podemos ter um composto chamado de xarope de alta frutose (existem marcas no mercado que simulam o mel)...


Muito se fala do xarope de alta frutose, bastante presente em diversos alimentos e bebidas atualmente, justamente porque ele auxilia no sabor e na textura de bebidas como sucos tipo néctar (quase todos os sucos de caixinha e diversos alimentos pastosos e sólidos). E tem uma turma DEMONIZANDO um composto e considerando-o veneno. 

Se ocorrer um consumo moderado e esporádico, não há problema. O problema é quando isso se torna um hábito e passa a aparecer diariamente, todos os dias na sua alimentação.

Mas, como minha ideia hoje foi escrever uma receita dietética - para diabéticos - aqui vai:

Queijadinha dietética

Ingredientes

1 xícara (chá) de ricota - amassada ou peneirada - cerca de 110g
1 gema
1 xícara (chá) de leite semidesnatado - cerca de 200 mL
1 - 2 colheres de adoçante culinário - quanto baste
1 xícara (chá) de leite de côco - cerca de 200 mL
1 caixinha de pó para pudim de côco diet

Preparo

Bater todos os ingredientes no liquidificador por cerca de 3 minutos.

Colocar em uma assadeira untada e assar em banho-maria por, aproximadamente, 25-30 minutos em forno pré-aquecido a 180ºC, até dourar. Deixe no forno até esfriar.

Desenformar e servir.

Dica: pode ser assado em forminhas individuais, como aquelas para cupcakes, mas precisa ser em banho-maria também.

Dica 2: o tempo de forno varia conforme a assadeira utilizada. Se for muito funda, como a do pudim, precisa de pelo menos 40 minutos de forno e deixar até esfriar.

Bom apetite!


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Brigadeiro - Um vilão, provocador do prazer viciante?

Daqui a três dias completaria um mês sem postar nada. Tá difícil essa vida de parar para ler e ter vontade de postar. Bom, vamos ao que interessa.

A onda fitness continua atormentando. Gente, ser saudável NÃO É sinônimo de ser magra, ok? Quando você come, vários aspectos estão envolvidos. Parar de comer também não resolve, tá? E outra coisa, cortar um grupo alimentar inteiro, tipo os carboidratos (Oh, vilões, vilões!), também não resolve, ok?

Mas...
Se você tem uma condição de vida que exige limitações no consumo de determinados alimentos (notem, falei em LIMITAÇÕES, não exclusão), daí a coisa muda de figura. Mas, novamente, limitar, não excluir.

E, pensando nisso, hoje eu resolvi trazer uma receitinha gostosa, prática e simples, que agrada a todos: BRIGADEIRO!

Mas, a versão de hoje é dietética - ou seja, liberado para diabéticos (mas tão gostoso que todo mundo vai querer um!).

Para prepará-lo você vai precisar, primeiro, preparar o leite condensado dietético (zero açúcar):

Leite em pó (pode ser integral, semidesnatado ou desnatado) - 2 medidas (pode ser copo ou xícara)
Adoçante culinário - 1 medida (a mesma do leite em pó)
Água fervente - 1 medida (a mesma do leite em pó)
Margarina - 2 colheres de sopa

Bata todos os ingredientes no liquidificador por 3 a 5 minutos e deixe esfriar completamente - em geladeira (umas 4 horas) ou no freezer (por uns 20 a 30 minutos).

Bom, feito isso, vamos ao brigadeiro per se:

1 xícara e meia de leite condensado dietético
2 colheres de sopa de cacau em pó (sem açúcar) OU 100 g de chocolate dietético ao leite (ou meio amargo, se preferir - daqueles de barra, que chamamos de cobertura)
1 colher de sopa de margarina

Coloca tudo numa panela e cozinha em fogo médio, mexendo sempre, até soltar do fundo da panela.

Deixe esfriar e enrole. Para decorar, pode passar no cacau em pó ou granulado dietético ou raspas do chocolate diet.



Particularmente, eu prefiro usar a cobertura de chocolate dietético. Hoje há várias marcas boas no mercado, como a Melken e a Nestlé.

Para variar, também é possível adicionar 1 colher (de café) rasa de café solúvel ao brigadeiro antes de cozinhar. Com isso você terá um brigadeiro de café fantástico.

P.S.: Com o leite condensado diet, é possível fazer outros docinhos, pudins e 'mousses' do mesmo jeito que fazemos com o tradicional.

P.S. 2: Depois que usar, se sobrar leite condensado, guardar em geladeira por até 5 dias.

Bom apetite!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Coxinha ou Pão de queijo?

Hoje uma colega no trabalho me perguntou o que era melhor pra comer de lanche... "Pão de Queijo?"

Eu respondi com outra pergunta: "O que é mais gorduroso, pão de queijo ou coxinha?"

Na hora, pelo conceito geral que temos de que "fritura < assados", ela me respondeu que o pão de queijo era melhor. Mas pairou uma dúvida no ar.

Quando eu respondi que a coxinha era melhor, a frustração foi gigante. E isso porque todos nós aprendemos a vida toda que "fritura é ruim pra saúde".

E tem outro fator: ela AMA pão de queijo. Então, a frustração em saber, foi dobrada.

Pra quem acha que tô falando besteira, busquei fonte segura de informação. Pra quem acha que tô errada, e que a fritura ainda é pior, veja a composição nutricional e os teores de colesterol e sódio.

Nem tudo é ruim, assim como nem tudo é bom. Depende do organismo de cada um, da frequência e quantidade de consumo, da preferência e hábito alimentar de cada um.

Mas, uma coisa é certa: saber do que é feito e como é preparada uma comida, ajuda bastante a entender. ;)

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Comer e sentir... Ou... Sentir e comer?

Sempre vivi rodeada por comida.
Eu gosto de comer, de preparar, de sentir o aroma, o sabor... Gosto ainda mais de usar a comida para agradar àqueles que gosto e/ou amo - por isso adoro cozinhar para a família, para os amigos, e para o companheiro do coração. E me frustro quando alguém, para quem eu preparei algo, não come. Não gostar não é o problema. O problema é não comer. É como se me desse uma bofetada.

Mas, nem todos são assim. Alguns têm uma relação mais sossegada, outros mais desassossegada, com a comida e assim cada um vai levando.

No meu TCC do aprimoramento estou trabalhando a adesão ao tratamento nutricional com pacientes obesas de um modo indireto - utilizando a Terapia Comportamental, ou, de outro ponto de vista, uma abordagem terapêutica diferenciada, onde falamos sobre hábitos alimentares, consumo, comportamento alimentar, atividade física e tantas outras coisas. 

Meu trabalho é com idosas. Todas elas têm mais de 60 anos. A integrante mais velha do grupo tem 78 anos. E comparece à todos os encontros. Sempre vai sozinha. E sempre participa. A maioria delas só estudou até a 4ª série do ensino fundamental (o antigo primário), algumas só sabem assinar o próprio nome. Falar sobre comportamento, emoção, sentimento e comida para essas moças é uma delícia, ao mesmo tempo que é bastante complicado.

Na reunião de hoje falamos sobre fazer as pazes com o corpo e com a comida - e da relação intrínseca que existe entre o que sentimos e o que comemos.




E, mesmo tendo sido o tema da semana passada, poucas delas compreenderam a relação intensa que existe entre essas duas razões: comer E sentir.


Quantas vezes já partimos atrás de um alimento qualquer por conta de uma emoção não percebida, não verbalizada, não aceita? 

Independentemente de qual seja, em diversos momentos do dia, da semana, do mês ou da vida, recorremos ao chocolate, ao doce, ao pão, ao bolo... Qualquer coisa que esteja disponível, de frente pra gente, ou escondida na gaveta da cômoda, do guarda-roupas ou do criado mudo. Guardado lá justamente para estes momentos, e, mesmo que não surjam os momentos que nos levam a comer, comemos porque está lá.

Ansiedade, medo, dor, angústia, felicidade, tristeza, alegria, euforia, sono... Tédio...

Nada disso é FOME. Isso são sensações. Emoções. Algumas percebidas, outras não. Algumas nos levam a comer mais, a buscar mais comida - seja ela qual for. E, depois disso, pela bronca de já ter 'metido o pé na jaca', aí é que acabamos detonando e comemos tudo mesmo - só de raiva!


Perceber o que sentimos, como sentimos e como nos relacionamos com a comida vai muito além de controlar as sensações, a ansiedade e comer só o "recomendado".

Perceber o que sentimos é sentir e relacionar isso com as situações da vida - pregressa, atual e futura. É notar o quanto a família nos ajuda na formação dos hábitos e preferências alimentares. E, além da família, os amigos, os colegas de trabalho, o tempo que vivemos no transporte... Em tudo o que vivemos há influências na nossa psiquê. Do mesmo modo que a gente também deixa marcas nos outros - sejam quais forem. 

Positivo e Negativo existe em TUDO na vida.

Há algum tempo percebo o quanto os outros deixam marcas em mim. E essas marcas se refletem nas situações do meu dia a dia. E se refletem nas pessoas com as quais convivo - a principal delas eu mesma. 

Não é feio, ou ruim, assumir que está triste ou com raiva e por isso está comendo - ou deixando de comer. Ainda menos se a escolha ou o excesso se der por conta de estar ansiosa ou preocupada com alguma coisa. É preciso compreender isso. 




E, para compreender, é preciso SENTIR. Reconhecer as emoções que estão dentro de nós, aceitá-las e e compreender que, muitas vezes, elas nos levam a escolhas que fazemos mesmo sem perceber e acreditamos que fazemos porque gostamos. 

Ok, gostar de alguma coisa é normal. Comer essa coisa de modo compulsivo, apenas por comer, é que não é. 

Ninguém vive chutando ou batendo a cabeça na parede a todo momento. Portanto, não é normal viver o tempo todo pensando em comer. O que quer que seja.

Sinta, pense, considere, avalie seus sentimentos, suas emoções, suas sensações.

Esse pode ser o primeiro passo para perceber que, talvez, a sua relação com a comida, seja ela qual for, precise de mudanças - para mais ou para menos.

E busque um profissional nutricionista que utilize esta abordagem, para que possa auxiliá-lo a trilhar esse caminho. Não é fácil olhar para dentro de si e ver amor demais, mas mal direcionado. Ou ver tristeza demais, sem motivo aparente. Ou ver incapacidades que talvez não existam. Tanto é possível... E o acompanhamento conjunto com um profissional psicólogo vai auxiliar ainda mais. 

O caminho é longo e complexo, mas é possível de se trilhar. 

Quanto às minhas idosas, hoje, após 3 meses, algumas têm começado a demonstrar sinais de mudança nos hábitos alimentares e, consequentemente, o peso corporal está reduzindo. Com isso, a sensação de bem estar aumentou, o cansaço para andar diminuiu, as escolhas alimentares têm sido melhores e as alterações de pressão arterial e de glicemia também têm apresentado melhora.

É um passo de cada vez. 

Não se sobe uma escada de uma vez, não é mesmo? 

domingo, 2 de outubro de 2016

Você pode comer de tudo!

A ditadura da beleza quer te convencer que não é legal comer a cada 3 horas, que é legal fazer dieta restritiva, que é legal não se amar.

Não.
Não é.

Legal é poder comer o que gosta e o que te faz bem.
Legal é se amar, se respeitar, como é. Emagrecer não te fará mais feliz enquanto esses sentimentos não existirem.
Legal é estar bem e saudável e para isso não é preciso ser magro ou viver de restrições e relações ruins com a comida.

Seu peso não determina níveis de saúde ou doença.

Sua relação com a comida, consigo mesmo e com a sociedade, na maioria das vezes sim. ;)

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Comida do Coração

Hoje começamos nosso grupo terapêutico no instituto onde faço aprimoramento profissional. Meu grupo de intervenção do TCC - Grupo Corpo e Saúde.

20 mulheres em um sala falando sobre peso, corpo, saúde, comida, limites, gostos, vontades... Eu como gestora do grupo, a nutricionista, a mais nova da sala. As meninas todas de 60 anos de idade para cima. E foi uma delícia e super motivador.

Falamos sobre diversos aspectos, do modo como nos enxergamos, ou de como o outro nos percebe, da história de vida, cheia de lutas, perdas e vitórias de cada uma, inclusive sobre a comida ou as comidas de cada dia, de cada momento. Das angústias, tristezas ou alegrias e tantos outros sentimentos que desviamos para aquilo que comemos, muitas vezes sem perceber.


E aí, depois de muito conversarmos, eu perguntei a cada uma delas:

Qual é a sua comida do coração?

E as respostas surgiram, automáticas, como se cada uma delas esperasse por essa pergunta. E as respostas foram incríveis, assim como cada gargalhada que surgia do amor de uma ou de outra, do mesmo modo, as trocas de ideias que afloraram neste momento.

Depois de toda a roda, foi a minha vez. Elas também queriam saber.



BRIGADEIRO! 

Quente, na colher, direto da panela. Ou enrolado também. Mas o meu conforto emocional, vem com ele quente, recém saído do fogo. Assim como de outras pessoas, esse conforto surge com outras coisas. Uma delas citou os salgadinhos - coxinha e similares. Nem precisa de arroz e feijão se tiver salgadinhos. A outra, linguiça assada com arroz branco. Uma outra arroz branco com frango. Outra, ainda, uma pizza...

Cada uma sabe da própria vontade, e do quanto se limita pela necessidade de controlar as doenças que já estão presentes, ou que estão batendo, ferozmente, na porta de cada uma. Cada um sabe a dor e o amor de ser quem é. 

Conhecer os sentimentos, olhar para dentro de si, se perceber... Isso faz diferença. 

Permitir que a comida faça parte da vida, como deve fazer, sem ser um substituto para as emoções, é o foco das nossas mudanças alimentares, da nossa mudança de comportamento alimentar. E essas mudanças podem ser muito benéficas, muito positivas, e deliciosas. Quando conseguirmos engolir a raiva, a dor, a tristeza, a ansiedade, o medo, a felicidade, a paixão não correspondida, e não nos virarmos para a comida a cada sentimento guardado, escondido, no fundo do peito - ou do estômago - a nossa relação com a comida vai melhorar. A nossa relação com o nosso corpo vai melhorar. E o peso excessivo vai sumir, naturalmente, sem esforço. Seremos melhores conosco. E esse é um bem que ninguém pode tirar de ninguém.

E para você, querido leitor, qual é a sua comida do coração?