sexta-feira, 17 de junho de 2016

Restrições... Não!

Hoje, durante uma aula incrível sobre os Aspectos Fisiológicos e Nutricionais do Envelhecimento, nós, enquanto ouvintes da palestra tínhamos que dar direcionamentos diversos a um estudo de caso. O caso era fictício, a instituição de saúde era fictícia, mas os direcionamentos deveriam ser como se fosse um caso real naquelas condições e com aquelas opções de encaminhamentos.

Durante a discussão no grupo eu comentei que meus pacientes não ficam sem comer nada. Eu não restrinjo nada, de ninguém. Apenas direciono o que é mais adequado à condição do indivíduo e, se ele tiver alguma vontade, não deve ficar sem consumir o alimento que deseja, apenas deve observar as quantidades, o tempo que leva para consumir, encaixar nos horários próximos ao das refeições padrão... A cara das meninas do grupo foi de surpresa. Uma das que lá estavam, fonoaudióloga, me olhou como se eu fosse um E.T., afinal, nutricionistas "cortam tudo", né?

E aí fui explicando, mostrando meu ponto de vista, explicando os porquês da minha conduta. E foi muito legal. No final, elas concordaram comigo. 

Não adianta a gente restringir, retirar da dieta habitual de um indivíduo um determinado alimento que para ele é fonte de prazer e que promove bem-estar. O ideal é orientá-lo para que quando ocorrer o consumo, este seja moderado e da maneira mais adequada, sempre pensando nas patologias que o indivíduo apresenta (trabalho com idosos e, em sua maioria, eles apresentam mais de um doença crônica) e, obviamente, nas suas condições socioeconômicas - o que MUITA nutricionista por aí parece esquecer. E passar a bola para as mãos do paciente, alegando que ele não "adere ao tratamento porque não quer" ou porque "não tem força de vontade" ou porque não tem "vergonha na cara". 

Gente, já ouvi tanto isso de nutricionistas... De médicos prefiro não comentar.

De quando eu era adolescente, há 18 anos, e, sempre acima do peso, fui encaminhada pela médica hebiatra, até há alguns meses atrás, passando pela nutri da equipe da cirurgia bariátrica, que queria me tirar sucos de frutas porque "é calórico". 

Não dá para restringir, esconder, fingir que um determinado alimento, que a pessoa adora e que lhe traz tanto bem-estar, não existe. Removê-lo da dieta. 

Quando a pessoa for consumir esse alimento específico, vai consum
i-lo em grande quantidade e muito rápido.

E isso pode levar à sensação de culpa. E a culpa pode levar a caminhos delicados, inclusive gerando transtornos de ordem alimentar. 

A sociedade impõe, e muito, essa restrição e tenta, a todo momento, vilanizar um alimento ou grupo alimentar. 

São dietas restritivas, evitativas, jejuns, remoção de um ou outro grupo alimentar no dia a dia... Gente... 

Uma alimentação balanceada, com TODOS os grupos alimentares, com os alimentos que mais dão prazer à pessoa incluídos, não proibidos, atividade física regular (e eu não estou falando de academia, viu?) e atividades sociais que promovam o bem-estar, vão garantir que a pessoa esteja bem em todos os aspectos importantes da vida: físico, emocional e social.

Estar acima ou abaixo do peso, considerado adequado conforme esse ou aquele parâmetro, não significa que a pessoa esteja doente, e também não significa que a pessoa esteja saudável. 

O que precisamos pensar e avaliar é como nós, nutricionistas, podemos agir com esse indivíduo, sem terrorismo, ou nutricionismo (adorei esse termo!), sem imposições, sem regras absurdas impossíveis de serem seguidas, sem dietas da moda que removam um ou outro alimento, que não estimulem jejuns para perder peso...

Precisamos atentar para as tantas variáveis que este indivíduo nos apresenta e, dentro delas e conforme a necessidade individual desta pessoa, orientar da melhor maneira possível. E escutar, de verdade, o relato daqueles que chegam e, no discurso, mostram indícios de dificuldades na relação com os alimentos, indícios de possíveis transtornos ou alguma outra desordem.

Precisamos agir com humanidade, mesmo sendo, principalmente, da área da saúde.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

DEU ERRO!!!


Olá, pessoal!
Tudo bem com todo mundo?

Não sei por qual razão, tivemos um problema muito sério na página do formulário do I Encontro sobre Nutrição e Envelhecimento.

Aqueles que fizeram as inscrições entre os dias 03 e 06 de junho peço a gentileza de acessarem o link novamente para fazer nova inscrição. O formulário de inscrição ficou em branco, então não tenho dado nenhum. 

Qualquer dúvida ou dificuldade, podem encaminhar as informações para meu e-mail ou entrar em contato pelo telefone 11 96448-7323 (Tim/What'sApp). Estou à disposição.

Peço desculpas pela falha. Essas coisas acontecem com mais frequência do que gostaríamos. 

Ainda há vagas disponíveis e as inscrições vão até o dia 20/06. Divulguem aos amigos.

Grande abraço e até lá!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

No forno...

E nosso próximo encontro para atualização e troca de experiências e informações está sendo planejado com muito carinho!

Opiniões?
Sugestões?


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Da importância da atividade física...


Boa  noite, pessoal... 
Tudo tranquilo nesta segunda-feira fria?



Hoje o dia foi super puxado e corrido, muita coisa pra fazer e muitos atendimentos pela manhã lá no IPGG.


Normalmente, nosso público, os idosos, tem pouca escolaridade, pouco acesso a diversos serviços, realizam pouca atividade física, mas, no geral, tem autonomia e independência. Dois conceitos super importantes da Gerontologia relativos aos aspectos biopsicossociais de um indivíduo.

Hoje, um dos pacientes que atendi, está na contra-mão deste padrão, ao mesmo tempo em que está no fluxo dela.

Já no início da anamnese fiquei surpreendida: Ele tem 74 anos de idade. Até aí, tudo ok. Mas ele aparentava ter 60, ou talvez menos.

E, aí, durante a anamnese surge a razão para isso: o trabalho que realizava cobrava dele um maior autocuidado e, além disso, ele realiza atividade física de forma regular desde a juventude, além de sempre manter a mente ativa. 

Isso faz diferença. E ainda havia outras razões.

Nunca fumou, bebe pouquíssimo... 

Então, quando pensamos na atividade física, bem realizada, com frequência e regularidade, na intensidade que o corpo permite e aceita, sem dor ou ultrapassando os próprios limites, há muitas vantagens.

E manter um corpo saudável não requer apenas a atividade física. Requer também atenção nos alimentos de modo geral, pois tudo é possível, desde que com moderação. Requer também autocuidado, consultas regulares quando há patologias (doenças) já instaladas ou, no mínimo, 2 vezes por ano para realizar os exames clínicos usuais para manutenção da saúde.

Ou seja, são vários cuidados que, associados, garantem sucesso para uma vida inteira. Da juventude à velhice, com estes cuidados, podemos todos ser idosos bem dispostos, alegres, ativos.

Afinal, aos 74, 78, 83... Caminhar 10 km ou até mais, jogar vôlei, fazer judô, caratê, natação, tai shi, correr maratona...

Atividade física faz parte da vida. Exercício precisa ser bem orientado e acompanhado, mas se movimentar podemos fazer todos os dias, respeitando os próprios limites.

E você, já fez sua caminhada hoje?

sábado, 21 de maio de 2016

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Video conferências...

Boa noite,  pessoal.

Hoje andei buscando informações para realizar aquelas palestras,  encontros e outros trabalhos que venho pensando, todos com a finalidade de auxiliar aqueles que precisam.

O grupo que pretendo montar para tratarmos sobre excesso de peso,  alimentação saudável e outros detalhes ainda está em planejamento,  mas surgiu a ideia, neste meio de caminho, de uma video aula, com transmissão ao vivo pelo skype, para falarmos sobre A Importância da Alimentação Saudável e tirarmos dúvidas que surjam no caminho.

O que acham?

Pretendo realizar o evento dia 26 de maio de 2016, a partir das 19h30, online no skype, com 9 pessoas.

Aqueles que têm interesse, podem encaminhar um email para nutricionistaflaviapecanha@gmail.com e solicitar maiores informações.

Esta reunião será para esclarecer informações a respeito da alimentação e de alimentos que estão na moda, mitos e verdades na alimentação,  entre outras coisas.

Como ainda estou desenvolvendo o projeto,  esta primeira reunião online não será cobrada, mas, se alguém desejar contribuir financeiramente com qualquer valor, vou revertê-lo para uma família em vulnerabilidade social.  Basta me informar que passo o número da conta para depósito - Santander ou Banco do Brasil.

Como será feito?

Ao enviar o email, este deve conter os dados de:

Nome
Telefone fixo
Celular (Whatsapp)
Email cadastrado no Skype
Login do Skype (apenas o nome do usuário para adicionar ao grupo)
Profissão

Eu adicionarei cada um dos participantes ao grupo de transmissão e conversaremos ao vivo sobre o tema da palestra, esclarecendo dúvidas e dando orientações básicas para uma melhora no padrão alimentar.

Quaisquer outras informações,  não se encabulem, mandem email.

Estou avaliando locais e valores para montarmos nosso grupo de acompanhamento e, a princípio,  a escolha está em torno do Tatuapé.
Vamos aguardar os próximos capitulos.

Espero vocês.

Beijosd a Nutri.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Trabalho em Grupo...

E aí, turma, tudo lindo?

Os dias estão passando tão depressa que já faz um tempo da minha última postagem sobre um modo de trabalho. Vou explicar já, já.

Hoje atendi um paciente que me fez pensar e querer postar a respeito...

No dia 30 de março deste ano completei 10 anos de cirurgia bariátrica. Até pensei em escrever algo a respeito na época, mas deixei de lado, achei bobeira - estava enganada.

O paciente de hoje me conhecia quando eu era gorda.
Não me reconheceu hoje.
E, apesar de eu dizer, acho que não acreditou muito que eu era eu mesma e que havia emagrecido.

Quando optei pela cirurgia, há havia tentado muita coisa, se não puder dizer "de tudo", para emagrecer, mas a verdade é que eu tenho dificuldades para tratamentos a longo prazo, mais ainda quando este tratamento envolve comida - ou o ato de não-comer.

Em um ano, foram 50 kg embora.
Milhares de mudanças - muitas mesmo, mas a principal dela demorou a chegar e só veio 9 anos depois de operada, quando recebi o diagnóstico de esteatose hepática grau II - gordura acumulada no fígado.
Depois do 3º ano do procedimento da cirurgia bariátrica, voltei a engordar, durante a minha gestação e assim reganhei 20 kg. E, destes quilos, poucos foram embora depois que minha filha nasceu.
E assim, a esteatose me assustou um bocado.

Como nutricionista, sei dos riscos que a esteatose predispõe e o tratamento a ser seguido.
Como pessoa, precisaria de um esforço tremendo, pois envolveria mudanças de estilo de vida e de hábitos que carreguei comigo ao longo da vida.

Para tratar isso?
Reeducação alimentar e atividade física. Nada além disso.

E, junto com isso, o entendimento sobre os hábitos não tão adequados, a compulsão alimentar agora compreendida e aceita...

E assim foi. 
Durante o ano de 2014, com atividade física regular - caminhadas diárias de, no mínimo 1 hora -, e mudanças de hábitos, onde precisei controlar um pouco as quantidades que comia, sem deixar de comer absolutamente nada, foram embora 14 kg. Sim, saí dos 92 kg para os 78 kg em 10 meses.

Uma média de 1,4 kg por mês, sem deixar de comer, apenas controlando as quantidades e realizando atividade física regular.

No ano seguinte, o último da faculdade, com estágios e muito estresse, engordei 6 kg, mas me sinto bem, disposta e meus exames todos com bons resultados - inclusive a endoscopia que antes apontava uma esofagite por refluxo, e o ultrassom de abdome, que apontava a esteatose, ambos, agora, normais.

Me formei Nutricionista e fui fazer o aprimoramento em Gerontologia. Trabalhar um pouco mais com os idosos e tentar buscar, de fato, uma linha de trabalho na minha área de formação.

Lendo e estudando, encontrei o caminho que buscava: 
  • mostrar que é possível ter saúde, mesmo apresentando obesidade;
  • mostrar que é possível perder peso, mesmo sem cirurgia bariátrica;
  • mostrar que é possível se aceitar e ser feliz, com o corpo que se tem.
Daí vieram os questionamentos: Como fazer isso? Será que de um modo simples e direto é possível ajudar aqueles e aquelas que precisam?

A resposta surgiu de algo que eu já conhecia, que já havia feito, mas com outra vertente.

E assim surgiu a ideia de formar um grupo terapêutico, com acompanhamento nutricional e psicológico no grupo e individualmente.

E o primeiro grupo, será meu trabalho de conclusão de curso do aprimoramento. Com temas pré-definidos e reuniões quinzenais, buscando a redução de peso e as mudanças de hábitos alimentares.

E, além disso, elaborar palestras para grupos de pessoas com assuntos de interesse geral.

Alguns temas de palestras que pensei foram:

  • Reeducação Alimentar e Hábitos de vida saudáveis;
  • Redução de Peso
  • Comportamento Alimentar no indivíduo com excesso de peso, 
  • A Importância de uma Alimentação Saudável, 
  • Modificando Hábitos no dia a dia, 
  • Orientação dietética para pacientes em uso de alimentação por via enteral (Sonda), 
  • Orientação de Alimentação para idosos, 
  • Alimentação para Bebês e Introdução Alimentar na Primeira Infância, 
  • Alimentação para Crianças - dos 2 aos 9 anos, 
  • Suplementação alimentar para Pacientes com Baixo Peso, 
  • Suplementação na prática esportiva... 

E assim por diante...

Todos somos lindos, cada um a sua maneira, com sua beleza, com suas características - tanto positivas quanto negativas, e acredito que meu trabalho vai ser bastante positivo.

O conceito de saúde não é apenas a ausência de doenças, mas o estado de completo bem estar, físico, social e psicológico. E isso é mundial e pode ser de cada um de nós.