Há alguns anos a cobrança com relação ao peso corporal tem se modificado, se intensificado e isso tem ocorrido principalmente relacionado ao corpo da mulher. Parece que todo mundo tem o direito e a liberdade de cobrar da mulher como ela deve ser, parecer, se vestir, calçar, medir... Mas eu fico pensando até que ponto essa cobrança é possível, é válida...
Outra coisa estranha... Por que homens também não recebem essa mesma descarga de cobranças, desde pequenininhos, como acontece com as meninas?
Por que as meninas tem que ser sempre comportadas, obedientes, bem arrumadas, magras e bonitas? Por que isso é coisa de mulher??? Quem foi que separou as coisas dessa forma?
A sociedade exige que a mulher seja e esteja sempre bonita, em forma, bem arrumada, obediente... Subserviente...?
Mas do homem exige coisas bem diferentes.
Para a sociedade não importa se o homem é gordo ou magro. Se ele for magro, tudo certo. Se for gordo tudo certo também. Ele vira o cara legal e divertido. Independentemente do seu peso corporal.
A mulher é a feia, desleixada, relaxada, largada, com pouca força de vontade e amor próprio. Porque para muitas pessoas não é possível que a mulher se ame sendo gorda. Que se ache bonita e gostosa sendo gorda.
Mas, afinal, o que determina esses padrões? Qual é a lógica bizarra que a mídia e a sociedade utilizam para determinar esses padrões?
Ah, mas você não pensa na saúde?
Tanto penso que em momento algum eu estimulo o fato de a pessoa querer ficar doente. E meios "alternativos" de eliminação de peso são meios doentios.
O fato de estar acima do peso ou ser gorda não obriga que a pessoa seja ou esteja doente.
Há diversas pessoas gordas que têm seus exames bioquímicos impecáveis. E há tantos outros magros que têm alterações severas de colesterol, triglicérides, glicemia... Isso não é, e não deveria ser, obrigatoriamente, associado à obesidade. Precisamos rever alguns conceitos...
O fato de estar acima do peso ou ser gorda não obriga que a pessoa seja ou esteja doente.
Há diversas pessoas gordas que têm seus exames bioquímicos impecáveis. E há tantos outros magros que têm alterações severas de colesterol, triglicérides, glicemia... Isso não é, e não deveria ser, obrigatoriamente, associado à obesidade. Precisamos rever alguns conceitos...
Obviamente, o acúmulo de gordura pode levar ao aumento de riscos destas doenças e é importante ter cuidado nesse sentido, mas bater o olho na pessoa e já determinar que todas as doenças do mundo se recaem sobre ela por conta, apenas, da obesidade? Não. Isso não.
Padrões corporais E sociais mudam com o passar do tempo.
No período Renascentista, o bonito eram as formas, as curvas... A mulher curvilínea era associada à fertilidade. Pessoas gordas eram aquelas que tinham posses, riqueza... Com o passar dos anos, isso mudou e passamos a uma hipervalorização da magreza. Muitas vezes a todo custo. E isso não envolve estar saudável.
Emagrecer por causa de doença não é nem um pouco benéfico - bem ao contrário disso, aliás. Do mesmo jeito que ganhar peso por conta de reações a medicamentos também é uma coisa péssima. Mas são poucos os que compreendem estes detalhes.
Para muitos, emagrecer é o objetivo. Ponto.
Os fins justificam os meios.
Desenvolver transtornos alimentares e ter uma relação ruim com a comida, algo transcendental ao ser humano, com o único objetivo de emagrecer, é péssimo. E o fim nunca, neste caso, justificará o meio.
Melhorar a sua relação com a comida, com seu corpo, sua visão de si e a percepção das suas emoções, associadas ou não à comida, deveria ser o caminho a ser buscado e a meta a ser atingida.
Peso corporal é só uma referência. Uma. Referência. E valores de referência se modificam ao longo do tempo.
O seu amor próprio e autorrespeito não.
Ou pelo menos não deveriam.







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